Acabo de passar algumas horas lendo sobre bailarinos, coreógrafos
e movimentos que marcaram a dança
moderna e pós-moderna. Sobre as gerações que vieram desde as décadas 60 – anos estrondosos
na vida política e cultural do planeta – passando pelos anos 70 e, finalmente,
a vertiginosa quantidade de criações e experimentos mais livres – e menos de contestação
– dos anos 1980. Estas últimas, que se multiplicam em quantidade até os dias de
hoje.
Fazem parte destas gerações muitos nomes conhecidos e marcantes
para a dança contemporânea. Alguns deles são Twyla Tharp, Meredith Monk, Trisha
Brown, Karole Armitage, Carolyn Carlson, entre tantos outros.
Se revemos seus trabalhos e comparamos com a produção atual
em dança, surpresa! Encontramos muitas características deles nas nossas criações
do século XXI, em plena década de 2010! Como assim? Cópia? Ignorância? Repetição?
Talvez sim, em parte não.
Creio que uma coisa é ter-se como objetivo a INOVAÇÃO.
Difícil e raro. Mas pode-se também criar a partir de um leitmotiv que até mesmo quer ser explorado e desenvolvido. Assim se
fazem as escolas, os estilos artísticos. Assim se delineiam as sensibilidades
de uma época. Mas INOVAR e CRIAR requer muita pesquisa e trabalho árduo, além
de talento.
Outra coisa é querer
dançar todas essas coisas que já foram criadas e dançadas décadas atrás. Dançar
mais uma vez, mais mil vezes. Para experimentá-las, porque são boas; para
desenvolvê-las e divulgá-las; para manter sua memória. Isto também é válido, mas se estiver bem claro ESTE objetivo. E assim mantemos e desenvolvemos conhecimento e
experiência. Talvez seja mesmo o primeiro passo para se ir adiante. Seria o início de uma pesquisa.
E quem sabe vivamos uma época em que aglutinamos, em nossas
vivências e danças, toda a carga cultural das eras anteriores? Colocamos tudo
isso em nossa centrífuga e... viveríamos, assim, a era dos museus?
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